Meu Segredo na Escuridão – Parte 1

Esta história é ficção, escrita para leitoras maiores de 18 anos. Todos os personagens e situações são produto da imaginação da autora.


Eu nunca deveria ter ido àquela festa.

O apartamento era grande demais, cheio de gente que eu não conhecia, e a música pulsava forte demais contra minhas costelas. Estava prestes a sair quando a vi.

Ela estava encostada na porta da varanda, o perfil iluminado pela luz da lua que entrava pela janela aberta. Cabelos curtos e pretos como asa de corvo, cortados com uma precisão que parecia um desafio. Usava um smoking preto, mas ao invés de uma camisa social, apenas um top de seda branca deixava seus braços tonificados à mostra. Um contraste deliberado. Um recado silencioso.

Nosso olhar se encontrou através da sala lotada, e algo dentro de mim se contraiu. Não era só atração – era reconhecimento. Ela me viu da mesma forma que eu a vi: duas estrangeiras em território alheio.

Peguei minha jaqueta e me dirigi à saída, passando por ela. Seu perfume – madeira, tabaco e algo indefinidamente doce – invadiu meus sentidos.

“Já vai embora?” A voz dela era mais baixa do que eu imaginara, um contralto suave que parecia feita para segredos.

Virei-me. Ela estava mais perto do que eu calculara. “Não sou muito de festas.”

“Eu também não.” Um sorriso lento tomou seus lábios. “Mas às vezes elas têm suas vantagens.”

Ela não perguntou meu nome. Apenas pegou minha jaqueta da minha mão e a pendurou no cabideiro atrás dela, como se a decisão já tivesse sido tomada. “Há um terraço no último andar. É mais silencioso.”

Não era um convite. Era um fato.


O elevador estava vazio. O espaço entre nós vibrava com uma tensão tão palpável que quase dava para ver no ar. Eu me apoiava na parede fria do elevador, tentando parecer descontraída. Ela observava os números mudarem no painel, mas sentia seu olhar como um toque físico.

“Qual é o seu nome?” perguntei, minha voz soando estranha para meus próprios ouvidos.

Ela finalmente me olhou de frente. Seus olhos eram da cor do âmbar – dourados e translúcidos sob as luzes fracas do elevador. “Marina,” disse, como se estivesse me dando algo precioso. “E você?”

“Sofia.”

“Sofia.” Ela experimentou o nome na boca, e meu estômago deu um nó. “Parece música.”

As portas do elevador se abriram.


O terraço era de fato silencioso, exceto pelo som distante da cidade abaixo. Paris à noite, um tapete de luzes que parecia infinito. Marina se inclinou na balaustrada, os dedos longos envolvendo o metal frio.

“Você foge das festas também?” perguntei, juntando-me a ela.

“Não exatamente.” Ela virou-se para mim, apoiando-se nos cotovelos. O movimento fez o smoking abrir um pouco, revelando mais da pele clara do peito. “Vim por negócios. Um cliente importante está na festa.”

“E você o abandonou no terraço com uma estranha?”

“Você não é uma estranha.” Seus olhos percorreram meu rosto, lento, meticuloso. “E meu cliente pode esperar.”

O vento da noite trouxe novamente seu perfume até mim. Ficamos em silêncio por um momento, mas era um silêncio carregado, cheio de coisas não ditas que pairava entre nós como fios elétricos.

“E você?” perguntou Marina. “O que te traz a Paris?”

“Uma conferência de arquitetura. Chata, como esperado.”

“Arquitetura.” Ela pareceu considerar isso. “Então você gosta de estruturas. De ver como as coisas são construídas.”

“Gosto de espaços,” corrigi, sem saber por que era importante que ela entendesse. “De como as pessoas se movem dentro deles. De como um lugar pode fazer você se sentir.”

“E como este lugar te faz sentir?” Ela estava mais perto agora, embora eu não a tivesse visto se mover.

“Agora mesmo?” Respirei fundo. “Curiosa.”

Seu sorriso foi uma coisa perigosa e linda. “Curiosidade é um bom começo.”


Não sei quem se moveu primeiro. Talvez ambos. O espaço entre nós desapareceu, e de repente estávamos encostadas na parede escura atrás das plantas, longe da vista de qualquer janela.

A primeira coisa que senti foram seus dedos no meu rosto, traçando a linha da minha mandíbula com uma reverência que me tirou o fôlego.

“Posso?” ela perguntou, mas suas mãos já estavam me puxando para ela, e então seus lábios estavam nos meus, e Deus, ela beijava como fazia tudo – com intenção total.

Seu beijo era firme e experiente, uma exploração meticulosa. Sua língua encontrou a minha, e um tremor percorreu todo o meu corpo. Minhas mãos encontraram seu cabelo, tão macio quanto parecia, e puxei-a mais perto, perdendo-me na sensação de seus lábios, no sabor dela – café amargo e algo doce, como frutas vermelhas.

Ela quebrou o beijo, mas apenas para descer com os lábios pela minha mandíbula, pelo meu pescoço. Seus dentes arranharam levemente a pele sobre meu pulso, e eu soltei um som que não reconheci como vindo de mim.

“Marina,” eu respirei, mais uma súplica do que um aviso.

“Shhh.” Sua mão encontrou a minha cintura, puxando minha camisa para fora da calça. Seus dedos frios encontraram minha pele quente, e eu arquei contra ela. “Deixa-me.”

E eu deixei.


Sua mão deslizou por baixo da minha camisa, palmas quentes contra minhas costas, depois na frente, encontrando meu sutiã. Com movimentos habilidosos, ela soltou o fecho, e seus dedos encontraram meu peito.

Eu engoli um gemido quando ela apertou meu mamilo entre polegar e indicador, primeiro suavemente, depois com mais pressão.

“Você é tão responsiva,” ela murmurou contra meu pescoço. “Eu sabia que seria.”

“Como?” A palavra saiu entrecortada.

“Eu te vi do outro lado da sala,” ela disse, sua boca voltando aos meus lábios. “Você estava olhando para a escultura na parede, e sua expressão… era a mesma que tem agora. Totalmente absorta.”

Ela deslizou para os joelhos diante de mim, e meu coração parou. Suas mãos abriram meu jeans, puxando-os para baixo junto com minha calcinha. O ar noturno era frio na minha pele nua, mas então seu hálito quente estava lá, e eu quase caí.

“Espera,” eu disse, minhas mãos em seu cabelo.

Ela olhou para cima, seus olhos dourados brilhando na escuridão. “Não quero esperar. Você também não.”

E ela tinha razão. Não queria.


Seus lábios encontraram-me primeiro, suaves como seda, e então sua língua, e eu afundei meus dedos em seu cabelo, perdendo completamente o senso de tempo e lugar. Ela me conhecia com a boca, aprendendo cada curva, cada resposta, como se estivesse estudando para um exame que precisava passar com honras.

Quando seus dedos se juntaram à sua boca, me abrindo, me preenchendo, eu soltei um grito abafado contra meu próprio pulso. Ela moveu-se com uma precisão que me fez questionar tudo o que achava que sabia sobre meu próprio corpo.

“Isso,” ela murmurou contra minha pele, sentindo-me tremer. “Isso mesmo, Sofia. Entrega-se para mim.”

E eu me entreguei – totalmente, completamente, sem reservas. Meus joelhos fraquejaram, e ela me segurou firme contra a parede enquanto a onda me levava, um tsunami de sensação que parecia durar eternidades.

Quando voltei a mim, ela estava de pé novamente, me beijando suavemente, me dando gosto de mim mesma em seus lábios. Seus dedos ainda estavam dentro de mim, movendo-se devagar, prolongando o tremor.

“Meu quarto fica no andar de baixo,” ela disse, sua voz rouca.

Eu apenas balancei a cabeça, incapaz de formar palavras.

Ela sorriu – um sorriso verdadeiro desta vez, não apenas uma coisa sedutora e calculada. “Então vamos.”

Puxei-a para outro beijo, profundo e faminto. “Só se você prometer que isso não acabou.”

Seus olhos brilharam com algo que parecia perigosamente próximo de promessa. “Querida, isso é apenas o começo.”


Fique atenta para a Parte 2, onde Sofia descobre que Marina guarda segredos tão profundos quanto sua conexão física. Será que uma noite de paixão pode se tornar algo mais? Ou algumas chamas são destinadas a consumir rápido demais?

Deixe nos comentários:

  1. O que você acha que Marina faz realmente?
  2. Você já teve um encontro assim, onde a química foi instantânea e avassaladora?
  3. O que você gostaria que aconteça na próxima parte?

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