Aviso: Esta história contém cenas íntimas explícitas entre mulheres. Para leitoras maiores de 18 anos.
O elevador parecia menor desta vez. Ou talvez fosse só porque Marina estava me encostando contra a parede espelhada, seus lábios ainda nos meus, suas mãos ainda sob minha camisa. As portas se fecharam, prendendo-nos juntas no espaço apertado, e eu podia ver nosso reflexo – ela atrás de mim, meu rosto ruborizado, meus lábios inchados de beijos.
“Que andar?” perguntei entre beijos.
“Não importa,” ela murmurou contra minha boca. Suas mãos encontraram meus seios novamente, dedos brincando com meus mamilos que já estavam duros e sensíveis. “O elevador pode continuar subindo e descendo.”
Risquei meu cartão de acesso no painel aleatoriamente – o vigésimo andar. O elevador começou a subir, e Marina virou-me para encarar o espelho.
“Olhe,” ela ordenou suavemente, suas mãos descendo para minha cintura. “Olhe para nós.”
E eu olhei. Vi suas mãos morenas contra minha pele clara, os dedos deslizando para dentro da minha calça que já estava aberta. Vi seu rosto ao lado do meu, olhos fixos nos meus no reflexo. Vi como ela me observava reagir quando seus dedos encontraram-me novamente, ainda sensível da primeira vez.
“Marina,” eu respirei, minhas mãos agarrando a barra de apoio.
“Shhh.” Ela beijou meu pescoço, seus dentes prendendo minha pele. “Só relaxa.”
O elevador parou no vigésimo andar. As portas se abriram para um corredor vazio. Ninguém entrou. As portas se fecharam novamente, e começamos a descer.
Ela me moveu como queria, suas mãos firmes, sua boca em meu pescoço, seus dedos dentro de mim, movendo-se com uma precisão que me fez perder o controle. Eu estava encurvada sobre a barra de apoio, meu reflexo mostrando uma mulher que eu mal reconhecia – olhos escuros de desejo, boca aberta em gemidos silenciosos.
“Você é tão linda assim,” ela murmurou, observando-me no espelho. “Tão sensível. Cada toque, cada carícia… você treme toda.”
Eu não podia responder. Podia apenas sentir – seu corpo pressionado contra minhas costas, a sensação dela me preenchendo, a crescente tensão em meu ventre. O elevador parou novamente – quinto andar – e novamente ninguém entrou.
“Vai,” ela ordenou, sua voz um rosnado suave em meu ouvido. “Vai agora, Sofia.”
E eu fui, meu corpo caindo em convulsões silenciosas, meu rosto enterrado em meu braço para abafar os gemidos. Ela me segurou durante todo o tremor, seus dedos movendo-se suavemente, prolongando cada onda.
Quando voltei a mim, ela estava me beijando novamente, devagar, profundamente. O elevador parou no saguão.
“Meu quarto,” ela disse, puxando minhas roupas para cima com movimentos habilidosos. “Agora.”
Seu quarto era no décimo oitavo andar, com vista para a Torre Eiffel iluminada. Mas eu mal notei a vista. Meus olhos estavam fixos nela enquanto ela trancava a porta e virava-se para mim.
Agora, sob a luz suave do lustre, eu podia vê-la claramente pela primeira vez. Seus olhos âmbar eram ainda mais intensos, suas feições mais nítidas. Havia uma pequena cicatriz acima de sua sobrancelha esquerda, e seus lábios…
“O que é?” ela perguntou, inclinando a cabeça.
“Estou só te olhando.”
Ela sorriu – um sorriso verdadeiro, não a expressão calculada da festa. “Gosta do que vê?”
“Muito.” Eu me aproximei, minhas mãos encontrando o fecho do smoking. “Posso?”
Ela apenas abriu os braços.
Desabotoei o smoking lentamente, deixando-o cair no chão. O top de seda branca por baixo era transparente o suficiente para eu ver a silhueta de seus seios, os mamilos escuros contra o tecido. Coloquei minhas mãos sobre eles, sentindo-a prender a respiração.
“Você também é responsiva,” observei.
“Só para você,” ela respondeu, puxando o top sobre sua cabeça.
E então ela estava nua da cintura para cima, e meu coração parou. Ela era perfeita – seios pequenos e firmes, cintura estreita, músculos definidos de quem se cuidava. Mas eram as tatuagens que me fascinaram – intrincados padrões geométricos que desciam de seus ombros, envolvendo seus braços.
“Lindas,” eu respirei, meus dedos traçando as linhas de tinta.
“Cada uma tem uma história.” Ela pegou minhas mãos, levando-as a seus lábios. “Talvez um dia eu te conte.”
“Promete?”
Em vez de responder, ela me beijou, suas mãos abrindo minha camisa. Em segundos, minhas roupas estavam no chão ao lado das dela, e estávamos pele contra pele no meio do quarto.
A sensação foi eletrizante. A suavidade de seus seios contra os meus, a firmeza de seus músculos, o calor de sua pele. Ela me guiou para a cama, deitando-se sobre as almofadas de cetim preto, puxando-me para cima dela.
“Quero te ver,” ela disse, suas mãos descendo pelas minhas costas. “Toda você.”
Ela rolou-nos, colocando-se sobre mim, seus joelhos em ambos os lados de minha cintura. Sentada assim, com a luz iluminando seu corpo, ela parecia uma deusa – poderosa, bela, totalmente no controle.
E então ela começou a explorar-me com sua boca.
Não foi apenas sexo. Foi uma investigação. Ela beijou cada centímetro da minha pele, como se estivesse memorizando meu corpo. Seus lábios encontraram a curva dos meus seios, a suavidade do meu ventre, a parte interna das minhas coxas. E quando finalmente sua boca encontrou meu centro, foi com uma reverência que me fez chorar.
“Marina,” eu soluçava, minhas mãos em seu cabelo.
Ela não respondeu com palavras. Respondeu com dedos e língua e dentes, me levando a um pico atrás do outro até que eu estava tremendo incontrolavelmente, minhas pernas trêmulas, meu corpo coberto de suor.
“Por favor,” eu implorei, sem saber pelo que estava implorando.
Ela subiu, beijando-me profundamente, me dando meu próprio gosto. “Você quer me tocar também?”
Eu apenas balancei a cabeça, puxando-a para baixo. “Quero ver você. Quero fazer você sentir o que eu senti.”
Seus olhos escureceram. “Então faça.”
Eu a virei, colocando-a de costas contra as almofadas pretas. Ajoelhei-me entre suas pernas, minhas mãos percorrendo seu corpo como ela tinha feito com o meu. Mas onde ela tinha sido meticulosa, eu era desesperada. Queria devorá-la, consumi-la, tornar-me parte dela.
Quando minha boca encontrou seu centro, ela arqueou das almofadas com um gemido baixo e gutural. Suas mãos agarravam meu cabelo, não me guiando, apenas se agarrando.
“Assim,” ela respirou. “Assim, Sofia.”
Ela era diferente de mim – mais contida, mais controlada, mesmo no prazer. Mas eu conseguia sentir sua tensão aumentando, sentir seus músculos tremendo sob meus lábios. Usei o que ela me tinha ensinado sobre meu corpo, aplicando a mesma precisão, a mesma atenção aos detalhes.
Quando ela chegou ao limite, foi com um silêncio absoluto – todo seu corpo se enrijecendo, sua respiração parando, suas mãos congeladas em meu cabelo. E então veio o tremor, uma onda poderosa que a percorreu como um terremoto.
Ela caiu de volta nas almofadas, ofegante, os olhos fechados. Eu subi, deitando-me ao seu lado, observando seu rosto relaxar.
Após um longo momento, ela abriu os olhos e virou-se para me encarar. “Ninguém nunca…”
“O quê?”
Ela sacudiu a cabeça, um sorriso pequeno e vulnerável tocando seus lábios. “Nada.”
Mas era algo. Eu podia sentir.
Passamos a noite inteira acordados. Fizemos amor novamente, devagar desta vez, aprendendo os ritmos um do outro. Conversamos entre beijos – histórias sem importância sobre nossas vidas, preferências tolas, sonhos secretos.
Com a primeira luz da manhã, ela dormiu, sua cabeça no meu peito, um braço jogado sobre minha cintura como se tivesse medo que eu desaparecesse.
Eu não dormi. Fiquei observando seu rosto relaxado no sono, os longos cículos escuros contra suas bochechas, a suavidade de seus lábios que haviam feito coisas tão indecentes horas antes.
E então vi o relógio no criado-mudo.
6h47.
Minha conferência começava às 8h.
Com cuidado, deslizei para fora da cama, recolhendo minhas roupas do chão. Vista, quase não reconheci a mulher no espelho – cabelo desalinhado, pele marcada com as marcas de seus dentes e lábios, olhos brilhando com uma luz que eu não conhecia.
Peguei um pedaço de papel do bloco de anotações da escrivaninha e escrevi:
*Marina –
Tive que ir para minha conferência.
Encontre-me hoje à noite no bar do hotel, 20h?
Sofia*
Deixei o bilhete no travesseiro dela, ao lado da impressão de minha cabeça.
Na porta, virei-me para uma última olhada. Ela dormia profundamente, os lençóis pretos contrastando com sua pele.
Algo apertou meu peito – algo que parecia perigosamente próximo de um sentimento que eu não estava pronta para nomear.
Fechei a porta suavemente atrás de mim.
Fique atenta para a Parte 3: Sofia descobre que Marina não é quem parece ser, e um encontro inocente no bar do hotel se transforma em algo muito mais perigoso. Até que ponto você pode confiar em alguém que conheceu na escuridão?
Deixe nos comentários:
- O que você acha que Marina estava prestes a dizer?
- Você já acordou ao lado de uma pessoa assim, com aquela mistura de euforia e medo?
- O que deveria estar no bilhete que Marina deixou para Sofia quando acordou?