Sob a Pele da Noite

A noite nos envolveu como um segredo bem guardado.

Dentro do quarto, o mundo pareceu distante. O som da cidade não chegava até ali. Só existia o calor, o silêncio entrecortado pela respiração, a intimidade construída aos poucos.

Não foi apenas desejo.
Foi entrega consciente.

Cada gesto carregava intenção. Cada aproximação era escolhida. Não havia urgência — apenas profundidade.

Quando tudo finalmente se acalmou, ficamos lado a lado, olhando o teto de madeira escura.

— Algumas conexões mudam a forma como voltamos para casa — ela disse.

Sabia que aquela história não terminaria ali.
Nem naquela cidade.
Nem naquela noite.

Porque certos encontros ficam.

Sob a pele.
E na memória.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *