Não foi planejado.
Foi inevitável.
Encontramo-nos no corredor estreito que levava aos quartos privados. A luz era baixa. O espaço, pequeno demais para fingir distância.
Ela parou à minha frente.
— Você ainda está aqui — disse, como se testasse a própria decisão.
Não respondi. Apenas deixei que minha mão subisse, lentamente, até a altura do ombro dela. Esperei. Dei a ela a chance de recuar.
Ela não recuou.
O toque foi firme. Quente. Real.
Nossas respirações se misturaram. Não houve pressa. Não houve palavras. Apenas a consciência absoluta de dois corpos finalmente concordando.
Ela encostou a testa na minha.
— Agora — disse.
Não precisou explicar o que significava.